A criação de uma consciência ambiental dentro do condomínio é um tema recorrente aqui no blog. Já se falou sobre consumo inteligente de água, reciclagem de lixo e coleta de óleo de cozinha como formas de se instituir ações ecológicas que promovam uma mudança de comportamento dos condôminos. Seguindo esta linha, para complementar, vamos abordar um assunto de extrema importância: a redução do consumo de plástico e a reciclagem do mesmo dentro do condomínio, como um dos passos que é preciso dar em busca de um futuro melhor.

Recentemente, o secretário-geral das Organizações das Nações Unidas – ONU, António Guterres, disse que o mundo precisa se unir para “vencer a poluição por plástico”. A afirmação foi feita em tom emergencial, o que se confirma quando observamos o atual cenário. Anualmente, mais de 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos vão parar nos oceanos e, se não houver uma mudança urgente nos hábitos de consumo, em 2050 haverá mais plástico do que peixe nestas águas.

Alinhado a um pensamento de mudança de hábitos, algumas ações simples podem ser implantadas nos condomínios para conscientizar os moradores. Um exemplo disso é a reciclagem de tampas de refrigerante, água mineral, pasta de dente, azeite, detergente, entre outras. O material, que geralmente vai para o lixo, pode ser destinado a projetos especiais, como o Tampinha Legal.

Lançado em 2016 no Congresso Brasileiro de Plástico de forma tímida, ganhou força no Rio Grande do Sul e se expandiu nacionalmente. Hoje, é o maior programa socioambiental de caráter educativo de iniciativa da indústria de transformação do plástico da América Latina. Desde a sua criação, já arrecadou mais de 70 toneladas de tampinhas de plástico que, posteriormente, foram revertidos em cerca de R$ 130 mil às entidades assistenciais participantes.

Os condomínios gaúchos que desejarem participar podem criar uma campanha interna de arrecadação e levar o que for coletado a um dos 150 pontos de entrega espalhados pelo Estado.

Outro importante movimento na redução de lixo Plástico pode começar fora de casa e terminar dentro do condomínio a partir de escolhas feitas no supermercado, como: optar por não levar as compras na famosa sacolinha e colocá-las em caixas de papelão; adquirir produtos embalados em papelão ou vidro; não escolher congelados em embalagens desnecessárias e comprar alimentos a granel, levando-os em uma embalagem própria e retornável. Essas pequenas medidas impactarão diretamente numa menor produção de resíduos plásticos.

O engajamento dos condôminos também pode aparecer em iniciativas conscientes de não utilizar mais canudos de plástico, alterando para a versão em papel reciclável, e não usar pratos, copos e talheres descartáveis em eventos nos salões de uso comum.

A ampliação do mix de produtos com embalagens ou tampas contendo a matéria-prima plástica, no passado, foram consideradas um salto na evolução da humanidade pela funcionalidade e praticidade. No entanto, o uso abusivo e a falta de uma consciência ambiental fazem com que seja necessária uma reavaliação imediata desta relação de consumo/uso.

Todas as dicas citadas aqui fazem parte de um novo pensamento. Isoladas, parecem pequenas, mas, se pensarmos em todas juntas, em vários condomínios, o movimento de mudança pode se tornar grande.  Portanto, faça a sua parte!

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